Crise no mercado financeiro: Momento é de cautela

De acordo com Índice Fipezap oito cidades do Brasil apresentaram queda nominal (variação negativa) de preços no mês de novembro. O preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados para venda no Brasil também apresentou uma queda real de 7,44% entre os meses de janeiro e novembro deste ano, também de acordo com o Índice FipeZap.

A queda real é registrada quando o preço dos imóveis apresenta variação inferior à alta generalizada de preços, que é medida por índices inflacionários, como o IPCA. O FipeZap acompanha a variação de preços do mercado imobiliário em 20 cidades brasileiras com base no comportamento dos preços dos imóveis.

Nos últimos 12 meses encerrados em novembro, a variação média dos preços nas cidades acompanhadas pelo índice representa uma queda real de 7,85% dos preços das unidades no período, já que a inflação esperada para o mesmo período é de 10,32%.

Queda nominal

As 20 cidades monitoradas pelo índice registraram variação de preços inferior à inflação no acumulado do ano e, portanto, tiveram queda real de preços no período.

Oito cidades também apresentaram queda nominal (variação negativa) de preços em novembro: Florianópolis, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Contagem, Salvador, São Paulo, e Brasília.

Crédito imobiliário despenca

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis recuou 53,8% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip) na quinta-feira (26).

Uma série de fatores conjunturais explica a desaceleração. A espiral de decisões erradas tomadas pelo governo federal assustou o setor produtivo, que parou de investir e, consequentemente, interrompeu a criação de novos postos de trabalho. Consumidores passaram a hesitar antes de aderir a um crédito imobiliário: temerosos com o desemprego, também viam a inflação corroer a renda e os juros bancários subirem sem cessar. A taxa média de juros das operações de financiamento imobiliário voltou a crescer, segundo dados do próprio BC. No caso de pessoas físicas, ela fechou janeiro em 9,29% ao ano — em dezembro estava em 8,87%.

Além da persistência de condições macroeconômicas adversas, a greve dos bancários estendeu-se por boa parte de outubro, afetando a abertura e o funcionamento de agências, bem como as operações de financiamento imobiliário, disse a Abecip em nota.

Os recursos financiaram a aquisição e construção de 20,4 mil imóveis em outubro, queda de 55,8% ante 2014 e de 18,5% frente a setembro.

No acumulado do ano, foram destinados R$ 66,7 bilhões para a aquisição e a construção de imóveis, 28,4% a menos que no mesmo período do ano passado. O montante equivale a 301,5 mil unidades, volume 32,6% menor frente ao mesmo período de 2014.

A moradia não deixará de ser uma opção de sonho desejado, pois todo mundo precisa de uma casa para morar. Se a venda está perdendo força, talvez o melhor seja investir na categoria de imóveis para aluguel e sair um pouco do foco de venda para investimento.

Além disso, com a diminuição de lançamentos e, consequentemente, queda da venda dos imóveis novos, os usados acabam virando uma opção natural.

Todos esses detalhes devem ser levados em consideração, inclusive no momento em que o profissional precisar captar novos imóveis para sua carteira. Investir em um padrão de imóveis pode garantir mais eficiência no direcionamento dos seus negócios no futuro.

Invista em você mesmo para se sair bem diante dessa situação. Esteja sempre bem informado para ter uma visão ampla do mercado e saber o melhor momento de agir. Uma coisa que ocorre em momentos de instabilidade é o aumento no aprimoramento da capacitação profissional. Faça cursos, leia mais livros, estude, enfim, se qualifique.

As crises acontecem e, do mesmo jeito que vem, elas vão. Além disso, estar preparado para superá-las é muito importante. Isso exige a adoção de medidas amargas, mas que podem evitar resultados negativos, agregar valor a sua imagem e colocá-lo em lugar de destaque diante da concorrência. Então, organize-se e não deixe se abater por uma “fotografia” de nosso cenário econômico.

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